Mas no segundo posterior à queda, querido, não age como devido cavalheiro e me oferece a mão como ajuda para levantar sem dar-me tempo nem de sentir o tropeço. Não, não. Agacha-se ao meu lado como o menino-rei-das-bolas-de-gude que um dia tu me disseste ter sido e segura a ponta dos meus dedos, apenas. Eu me deixo permanecer no chão, empoeirando as roupas, sujando os joelhos, regando o solo com uma lágrima - única - vacilante, e tu compreende meu gesto. Não estranha a falta de entrega, de desejo de cuidado, de necessidade de redoma protetora. Aprendo caída. Ergo-me depois. E tua mão ainda mantém-se agarrada à minha.
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