Caro Estranho, ou amante da madrugada, talvez,

    É quase uma e, se minha mãe me pega, ralha comigo e atrapalha nosso namorico no sofá. Meus dedos cheiram café e meus olhos canela, querido. Seus cabelos cheiram erva doce e nosso ninhozinho de beijo fica com sabor de café exótico de ilha vagabunda. Só você, menino, que me faz perder o sono para sentir gostos estranhos e rir diante do balanço da cortina.

   Sinto nossa alegria no ar e seu sorriso se entrelaça ao meu pescoço numa carícia feliz. Suas mãos vagam pelo meu corpo enquanto sua boca explora minha mente segredada a sete chaves. Que hora chata para desvendar mistérios! Olhos coloridos nos observam meu bem, e nosso amor e meu suspense não podem ser mostrados ao mundo. Espere ao amanhecer e fuja, carregando-me nas costas, para um bosque radiante perto do campo de pipa. Podemos subir em uma e pedir para um garotinho nos empinar. Dessa vez, o sol é quem nos banha.

   O rádio pifou a meia noite. O que abafará os sons dos nossos carinhos? Seu canto, talvez. Porém, sua voz me entorpece e alucina e eu preciso estar sóbria na tarde de quinta…

   Semana que vem eu quebro o rádio e nós pulamos sete dias. Se intoxicar com amor e outras loucuras nunca matou ninguém e nós, que não somos gente e sim fantasias de encanto, podemos morrer de overdose do que quer que seja depois.

   Meus olhos pesam e suas mãos me inebriam com esse aroma de cereja. Feche os olhos quando eu contar dezenove e, assim que me achar na trilha das nossas mentes adormecidas juntas, me puxe para dançar no ritmo da nossa nova sintonia ensolarada de escuro.

           De quem te ama e te imagina,

                   Sua moça perdida. 

-Mary

       Caro Estranho, ou amante da madrugada, talvez,

    É quase uma e, se minha mãe me pega, ralha comigo e atrapalha nosso namorico no sofá. Meus dedos cheiram café e meus olhos canela, querido. Seus cabelos cheiram erva doce e nosso ninhozinho de beijo fica com sabor de café exótico de ilha vagabunda. Só você, menino, que me faz perder o sono para sentir gostos estranhos e rir diante do balanço da cortina.

   Sinto nossa alegria no ar e seu sorriso se entrelaça ao meu pescoço numa carícia feliz. Suas mãos vagam pelo meu corpo enquanto sua boca explora minha mente segredada a sete chaves. Que hora chata para desvendar mistérios! Olhos coloridos nos observam meu bem, e nosso amor e meu suspense não podem ser mostrados ao mundo. Espere ao amanhecer e fuja, carregando-me nas costas, para um bosque radiante perto do campo de pipa. Podemos subir em uma e pedir para um garotinho nos empinar. Dessa vez, o sol é quem nos banha.

   O rádio pifou a meia noite. O que abafará os sons dos nossos carinhos? Seu canto, talvez. Porém, sua voz me entorpece e alucina e eu preciso estar sóbria na tarde de quinta…

   Semana que vem eu quebro o rádio e nós pulamos sete dias. Se intoxicar com amor e outras loucuras nunca matou ninguém e nós, que não somos gente e sim fantasias de encanto, podemos morrer de overdose do que quer que seja depois.

   Meus olhos pesam e suas mãos me inebriam com esse aroma de cereja. Feche os olhos quando eu contar dezenove e, assim que me achar na trilha das nossas mentes adormecidas juntas, me puxe para dançar no ritmo da nossa nova sintonia ensolarada de escuro.

           De quem te ama e te imagina,

                   Sua moça perdida. 

-Mary

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