02 de outubro de 2011

  Querido Luigi,

  Me pergunto a toda hora onde você deve estar. Agora, enquanto escrevo esta carta em um quarto de um hotel barato, imagino você em um banco de praça lendo um livro qualquer totalmente imerso na história, ou tragando um cigarro em um bar meio falido daqueles que sempre costuma frequentar; talvez, possa estar apenas na sua cama deitando sua cabeça sobre seus braços cruzados acima do corpo. Não sei ao certo, mas seja onde estiver não seria o suficiente para mim apenas saber. Queria poder arrancar o tal livro de suas mãos e aliviar sua raiva com um beijo, pedir um chopp ao garçom do bar e reclamar por horas do seu mal hábito de fumar ou apenas estar do outro lado da cama que tu ocupa, deitando minha cabeça sobre ti; queria estar com você. 

  Mas que droga, Luigi, como posso te amar tanto assim? e eu lembro que um dia tentei negar… esbravejei aos céus que era mais forte do que esse sentimento estúpido que embrulha minha barriga a cada simples olhar. Me fiz de durona, estufei o peito… e chorei. A verdade é que sinto falta do seu riso fraco, da sua mania de sussurrar em meu ouvido ou do seu sotaque que encantava meus ouvidos. Dói no peito não poder correr pra te abraçar e chorar no teu ombro o pranto da tua falta, não poder ouvir sua voz me contando histórias bobas com um sorriso de lado; dói não ter você aqui para segurar minhas mãos e me ajudar a seguir em frente.

  Não sei ao certo se posso aguentar sequer mais um dia. Com você ficou não apenas meu coração, mas também minha sanidade. Devolve-me, por favor, ou ficarei louca. Ou melhor, já estou. O vinho francês me lembra teu perfume, e ontem, meio bêbada, comprei dez caixas dele. As ruas por aqui me lembram os filmes românticos aos quais assistíamos aos domingos, e eu costumo andar por elas a toda hora tentando encontrar você ao virar uma esquina. Não tenho coragem de digitar seu número no telefone e ouvir sua voz, então escrevo. Escrevo esperando que você saiba que não acabou e que, se pudesse, eu pegaria o primeiro avião de volta pra ti. Entendo se, por acaso, quiser amassar o envelope aveludado que em breve estará em sua caixa de correio, mas se chegar a ler essas linhas espero que saiba que te amo. Isso basta?

  Com esperanças, 

  Annabelle.

(docesafagos)

  02 de outubro de 2011

  Querido Luigi,

  Me pergunto a toda hora onde você deve estar. Agora, enquanto escrevo esta carta em um quarto de um hotel barato, imagino você em um banco de praça lendo um livro qualquer totalmente imerso na história, ou tragando um cigarro em um bar meio falido daqueles que sempre costuma frequentar; talvez, possa estar apenas na sua cama deitando sua cabeça sobre seus braços cruzados acima do corpo. Não sei ao certo, mas seja onde estiver não seria o suficiente para mim apenas saber. Queria poder arrancar o tal livro de suas mãos e aliviar sua raiva com um beijo, pedir um chopp ao garçom do bar e reclamar por horas do seu mal hábito de fumar ou apenas estar do outro lado da cama que tu ocupa, deitando minha cabeça sobre ti; queria estar com você. 

  Mas que droga, Luigi, como posso te amar tanto assim? e eu lembro que um dia tentei negar… esbravejei aos céus que era mais forte do que esse sentimento estúpido que embrulha minha barriga a cada simples olhar. Me fiz de durona, estufei o peito… e chorei. A verdade é que sinto falta do seu riso fraco, da sua mania de sussurrar em meu ouvido ou do seu sotaque que encantava meus ouvidos. Dói no peito não poder correr pra te abraçar e chorar no teu ombro o pranto da tua falta, não poder ouvir sua voz me contando histórias bobas com um sorriso de lado; dói não ter você aqui para segurar minhas mãos e me ajudar a seguir em frente.

  Não sei ao certo se posso aguentar sequer mais um dia. Com você ficou não apenas meu coração, mas também minha sanidade. Devolve-me, por favor, ou ficarei louca. Ou melhor, já estou. O vinho francês me lembra teu perfume, e ontem, meio bêbada, comprei dez caixas dele. As ruas por aqui me lembram os filmes românticos aos quais assistíamos aos domingos, e eu costumo andar por elas a toda hora tentando encontrar você ao virar uma esquina. Não tenho coragem de digitar seu número no telefone e ouvir sua voz, então escrevo. Escrevo esperando que você saiba que não acabou e que, se pudesse, eu pegaria o primeiro avião de volta pra ti. Entendo se, por acaso, quiser amassar o envelope aveludado que em breve estará em sua caixa de correio, mas se chegar a ler essas linhas espero que saiba que te amo. Isso basta?

  Com esperanças, 

  Annabelle.

(docesafagos)

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