O barulho do relógio era o único som que podia ser ouvido. Tanto silencio agonizava aquele casal antes tão preenchido e agora tão imersos naquele vazio. Rafael e Sara trocavam olhares orgulhosos, e por dentro queimavam de arrependimento. Ploc, ploc, ploc; Sara quebrava o silencio com pequenas batidas de dedos na mesa de madeira que separava suas mãos.
- Isso perturba - ele sussurrou, mas sorriu de leve.
- Você me perturba, Rafael - ela cochicha batendo ainda mais forte na mesinha, não dando o braço a torçer.
- Ah, Sara. Eu te amo.
- Dizem que não é o bastante.
- Desde quando acredita no que “dizem”?
Silêncio.
Ploc, ploc, ploc.
- Para com isso - Rafael pediu, um pouco irritado, mas educadamente.
- Se não o que? - Sara desafiou.
Rafael levantou bruscamente e arrastou para longe a mesinha redonda. Segurou as mãos de Sara e retirou o cabelo dos seus olhos. Beijou seu pescoço, suas bochechas e por fim sua boca.
- Para com isso - Sara disse, se afastando.
- Se não o que? - Rafael perguntou triunfante.
O casal, em êxtase, caiu de leve, mas com pressa, na cama pequena. Não, não havia mais mesa, não havia mais silencio, não havia mais vazio, não havia mais, nem sequer, roupas entre eles. O bater de dedos transformou-se em estalar de beijos, e em alguns gemidos. Era puro amor que transbordava ali.
- Nunca pare com isso - sussurou Sara, sorrindo.
- Isso perturba - ele sussurrou, mas sorriu de leve.
- Você me perturba, Rafael - ela cochicha batendo ainda mais forte na mesinha, não dando o braço a torçer.
- Ah, Sara. Eu te amo.
- Dizem que não é o bastante.
- Desde quando acredita no que “dizem”?
Silêncio.
Ploc, ploc, ploc.
- Para com isso - Rafael pediu, um pouco irritado, mas educadamente.
- Se não o que? - Sara desafiou.
Rafael levantou bruscamente e arrastou para longe a mesinha redonda. Segurou as mãos de Sara e retirou o cabelo dos seus olhos. Beijou seu pescoço, suas bochechas e por fim sua boca.
- Para com isso - Sara disse, se afastando.
- Se não o que? - Rafael perguntou triunfante.
O casal, em êxtase, caiu de leve, mas com pressa, na cama pequena. Não, não havia mais mesa, não havia mais silencio, não havia mais vazio, não havia mais, nem sequer, roupas entre eles. O bater de dedos transformou-se em estalar de beijos, e em alguns gemidos. Era puro amor que transbordava ali.
- Nunca pare com isso - sussurou Sara, sorrindo.
— (docesafagos)
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