Meu pequeno e - tão precioso - amor,
Teu amor foi o mais doce, Daniel. E, te juro, por muito tempo procurei com dedicação por algo igual. Daquela rua escura na qual nos escondíamos ao fundo do poço de qual fugíamos, eu percorri, e nada encontrei. Sei que mencionou ter perdido alguns pedaços de ti pelo caminho, e até hoje procuro por estas pistas. Ás vezes de vejo encostado na varanda, concentrado sem nada enxergar. Vejo suas sobrancelhas se juntando aos poucos, sua língua roçando seus próprios lábios e suas mãos batucando uns sons sem ritmo na barra de ferro; e então me vejo beijando de leve suas rugas na testa, encarando seus lábios e mexendo afetuosamente no seu cabelo. Então eu sorrio. Sorrio, enquanto sinto uma gota descer apressada - talvez, como eu, em busca de você - e um sopro provar que, em meu coração, não há nada além de vazio. 
Tudo aquilo já passou. E não adianta o quando eu reclame ao tempo o meu direito de te amar: o tempo não muda de ideia, não volta atras. Ainda dói, Daniel, e como dói. Minh’alma diabética ainda esmola um pouco daquela glicose. Por saber que não pode tê-la, deseja-a ainda mais. Alma teimosa, coração bobo. Moça idiota. 
Hoje, acredito que não há mais doce do que teu amor - amor que perdi. E sua falta machuca, Daniel; perfura e arranha meu peito. Mas eu resisto. Resisto porque, um dia, já achei que não existia nada melhor que chá gelado; mas então conheci você. Tão doce, tão agradável… tão melhor. 
Com - ainda - muito amor,
Rafaela.
(docesafagos)

Meu pequeno e - tão precioso - amor,

Teu amor foi o mais doce, Daniel. E, te juro, por muito tempo procurei com dedicação por algo igual. Daquela rua escura na qual nos escondíamos ao fundo do poço de qual fugíamos, eu percorri, e nada encontrei. Sei que mencionou ter perdido alguns pedaços de ti pelo caminho, e até hoje procuro por estas pistas. Ás vezes de vejo encostado na varanda, concentrado sem nada enxergar. Vejo suas sobrancelhas se juntando aos poucos, sua língua roçando seus próprios lábios e suas mãos batucando uns sons sem ritmo na barra de ferro; e então me vejo beijando de leve suas rugas na testa, encarando seus lábios e mexendo afetuosamente no seu cabelo. Então eu sorrio. Sorrio, enquanto sinto uma gota descer apressada - talvez, como eu, em busca de você - e um sopro provar que, em meu coração, não há nada além de vazio. 

Tudo aquilo já passou. E não adianta o quando eu reclame ao tempo o meu direito de te amar: o tempo não muda de ideia, não volta atras. Ainda dói, Daniel, e como dói. Minh’alma diabética ainda esmola um pouco daquela glicose. Por saber que não pode tê-la, deseja-a ainda mais. Alma teimosa, coração bobo. Moça idiota. 

Hoje, acredito que não há mais doce do que teu amor - amor que perdi. E sua falta machuca, Daniel; perfura e arranha meu peito. Mas eu resisto. Resisto porque, um dia, já achei que não existia nada melhor que chá gelado; mas então conheci você. Tão doce, tão agradável… tão melhor. 

Com - ainda - muito amor,

Rafaela.

(docesafagos)

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