E eu já precisei de você. Já olhei pro céu para que aquela lágrima não corresse pelo meu rosto e tocasse aquele que deveria ser o seu lábio, o meu lábio. Já tentei segurar com minhas mãos fracas o peso de um coração endurecido, a ponto rachar-se, no qual seu nome estava escrito. E sim, meu amor, eu já fechei os olhos pra deixar aquelas imagens projetarem por trás das minhas pálpebras. Desejei, um dia desses, beber o café gelado do dia em que partiste para ver se nele ainda encontro um perfume que me lembre a você. Ou melhor, que fosse quente tal café - para me lembrar aquelas tardes em que seus braços eram me aconchego.    E eu que não acreditava que a saudade era viva? sei que ela latejou em mim. Vibrou, aconteceu, se fez presente. E, agora, por fim, se fez passado.   Não que eu tenha esquecido o quanto fui tão tua a ponto de esquecer, por vezes, meu próprio nome. Não que eu tenha cogitado ignorar as cenas que invadem meus pensamentos, de seu corpo tão colado no meu. Não, não e, obviamente, não. É só que o por do sol fica melhor visto de frente. É só que um coração não deveria ser de pedregulhos. É só que, de olhos fechados, tão imersa em ti, eu perdia o melhor da vida. É só que café, gelado ou quente, nunca traria você de volta.
(docesafagos)

   E eu já precisei de você. Já olhei pro céu para que aquela lágrima não corresse pelo meu rosto e tocasse aquele que deveria ser o seu lábio, o meu lábio. Já tentei segurar com minhas mãos fracas o peso de um coração endurecido, a ponto rachar-se, no qual seu nome estava escrito. E sim, meu amor, eu já fechei os olhos pra deixar aquelas imagens projetarem por trás das minhas pálpebras. Desejei, um dia desses, beber o café gelado do dia em que partiste para ver se nele ainda encontro um perfume que me lembre a você. Ou melhor, que fosse quente tal café - para me lembrar aquelas tardes em que seus braços eram me aconchego. 
   E eu que não acreditava que a saudade era viva? sei que ela latejou em mim. Vibrou, aconteceu, se fez presente. E, agora, por fim, se fez passado.
   Não que eu tenha esquecido o quanto fui tão tua a ponto de esquecer, por vezes, meu próprio nome. Não que eu tenha cogitado ignorar as cenas que invadem meus pensamentos, de seu corpo tão colado no meu. Não, não e, obviamente, não. É só que o por do sol fica melhor visto de frente. É só que um coração não deveria ser de pedregulhos. É só que, de olhos fechados, tão imersa em ti, eu perdia o melhor da vida. É só que café, gelado ou quente, nunca traria você de volta.

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